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1. O problema: dois idiomas

Seu modelo foi treinado em PyTorch, que é Python — um ambiente pesado, impossível de rodar num microcontrolador. O ESP32-S3 roda C puro, lendo os dados direto da memória flash.

A analogia: o modelo_treinado.pt é uma receita escrita em português; o ESP32-S3 só lê receitas em japonês. Precisamos traduzir a receita — sem mudar nenhum ingrediente nem passo, só reescrever no idioma que o chip entende.

O caminho completo, do PC ao chip:

Pipeline de embarque

Repare num ponto fundamental: o treino acontece no PC. O chip só roda a inferência (a geração de texto). O modelo não "aprende" no robô — ele já vem treinado, e no chip apenas lê os pesos e gera frases.

Vamos dividir o embarque em três etapas:

  1. Exportar — um script Python que traduz o .pt num arquivo .bin
  2. Gravar e ler — colocar o .bin na flash e o firmware C lê os pesos
  3. Comunicar — os dois ESP32 conversam (corpo → cérebro → frase)